Recordo ainda...E nada mais me importa...Aqueles dias de uma luz tão mansa.Que me deixavam, sempre,de lembrança,Algum brinquedo novo à minha porta...(...)Eu quero meus brinquedos novamente!Sou um pobre menino...acreditai...Que envelheceu, um dia, de repente!... (Mario Quintana)
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Att:UéL Moderador
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2009
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março
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mar. 14
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- Recordo ainda...
- Os rios
- Olho as Minhas Mãos
- Lágrimas
- Os degraus
- Dia de chuva
- Eu ouço música
- O Anjo da escada
- O mapa
- Presença
- Deficiências
- Os relógios
- Eu escrevi um poema triste
- Se eu fosse um padre
- As Mãos de Meu Pai por Mario Quintana
- Viver
- Caminho
- Eu queria trazer-te uns versos muito lindos
- Os poemas
- Conversa Fiada
- O Velho do Espelho
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ORDEM ALFABETICA
- A arte de ser feliz (1)
- A Chuva Chove (1)
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- A vida ao redor de si mesma (1)
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- Amar sem mentir (1)
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- As Mãos de Meu Pai por Mario Quintana (1)
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- Coisas Incríveis no Céu e na Terra (1)
- Coisas que eu sinto (1)
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- Conversa Fiada (1)
- Da Observação (1)
- Das falsas posições (1)
- Deficiências (1)
- Deixe-me seguir para o mar (1)
- Depois do Sol... (1)
- Desacreditada (1)
- Desejo por você (1)
- Dia de chuva (1)
- Do amoroso esquecimento (1)
- Doce mente (1)
- Dos milagres (1)
- É Preciso Não Esquecer Nada (1)
- Elogio Desconstrutivo (1)
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- Era um lugar (1)
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- Estive procurando você (1)
- Eterno (1)
- Eu escrevi um poema triste (1)
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- Eu fiz um poema (1)
- Eu ouço música (1)
- Eu queria trazer-te uns versos muito lindos (1)
- Eu sei que vou te amar (1)
- Eu vi (1)
- Flor (1)
- Gargalhada (1)
- Garoto (1)
- Gesso (1)
- Hoje não havia você (1)
- Idéias Íntimas (1)
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- Idéias Íntimas IV (1)
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- In-Coerência (1)
- Incertezas (1)
- Indiferente Coração (1)
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- Inesquecível (1)
- Inscrição para um portão de cemitério (1)
- Inscrição para uma lareira (1)
- Insensata (1)
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- Jardim interior (1)
- Karma (1)
- Lágrimas (1)
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- Me decepcionei (1)
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Olho as minhas mãos: elas só não são estranhas Porque são minhas. Mas é tão esquisito distendê-las Assim, lentamente, como essas anêmonas do fundo do mar...Fechá-las, de repente,Os dedos como pétalas carnívoras ! Só apanho, porém, com elas, esse alimento impalpável do tempo,Que me sustenta, e mata, e que vai secretando o pensamento Como tecem as teias as aranhas.A que mundo Pertenço ?No mundo há pedras, baobás, panteras,Águas cantarolantes, o vento ventando E no alto as nuvens improvisando sem cessar.Mas nada, disso tudo, diz: "existo".Porque apenas existem...Enquanto isto,O tempo engendra a morte, e a morte gera os deuses E, cheios de esperança e medo,Oficiamos rituais, inventamos Palavras mágicas,Fazemos Poemas, pobres poemas Que o vento Mistura, confunde e dispersa no ar...Nem na estrela do céu nem na estrela do mar Foi este o fim da Criação ! Mas, então,Quem urde eternamente a trama de tão velhos sonhos ?Quem faz - em mim - esta interrogação ? (Mario Quintana)
Olho o mapa da cidadeComo quem examinasse A anatomia de um corpo...(É nem que fosse o meu corpo!)Sinto uma dor infinitaDas ruas de Porto Alegre Onde jamais passarei...Há tanta esquina esquisita,Tanta nuança de paredes,Há tanta moça bonita Nas ruas que não andei(E há uma rua encantada Que nem em sonhos sonhei...)Quando eu for, um dia desses,Poeira ou folha levada No vento da madrugada,Serei um pouco do nadaInvisível, deliciosoQue faz com que o teu ar Pareça mais um olhar,Suave mistério amoroso,Cidade de meu andar(Deste já tão longo andar!)E talvez de meu repouso...Mário Quintana
É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas, teu perfil exato e que, apenas, levemente, o vento das horas ponha um frêmito em teus cabelos... É preciso que a tua ausência trescale sutilmente, no ar, a trevo machucado, a folhas de alecrim desde há muito guardadas não se sabe por quem nalgum móvel antigo...Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela e respirar-te, azul e luminosa, no ar.É preciso a saudade para eu te sentir como sinto-em mim- a presença misteriosa da vida...Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista que nunca te pareces com o teu retrato...E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te! (Mário Quintana)
Amigos, não consultem os relógios quando um dia eu me for de vossas vidasem seus fúteis problemas tão perdidas que até parecem mais uns necrológios...Porque o tempo é uma invenção da morte:não o conhece a vida - a verdadeira -em que basta um momento de poesia para nos dar a eternidade inteira.Inteira, sim, porque essa vida eterna somente por si mesma é dividida:não cabe, a cada qual, uma porção.E os Anjos entreolham-se espantados quando alguém - ao voltar a si da vida -acaso lhes indaga que horas são...Mario Quintana
Eu escrevi um poema triste E belo, apenas da sua tristeza.Não vem de ti essa tristeza Mas das mudanças do Tempo,Que ora nos traz esperanças Ora nos dá incerteza...Nem importa, ao velho Tempo,Que sejas fiel ou infiel...Eu fico, junto à correnteza,Olhando as horas tão breves...E das cartas que me escrevesFaço barcos de papel! Mario Quintana
Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,não falaria em Deus nem no Pecado- muito menos no Anjo Rebeladoe os encantos das suas seduções,não citaria santos e profetas:nada das suas celestiais promessasou das suas terríveis maldições...Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,Rezaria seus versos, os mais belos,desses que desde a infância me embalarame quem me dera que alguns fossem meus!Porque a poesia purifica a alma... a um belo poema - ainda que de Deus se aparte -um belo poema sempre leva a Deus! Mário Quintana
As tuas mãos têm grossas veias como cordas azuis sobre um fundo de manchas já cor de terra - como são belas as tuas mãos pelo quanto lidaram, acariciaram ou fremiram da nobre cólera dos justos... Porque há nas tuas mãos, meu velho pai,essa beleza que se chama simplesmente vida. E, ao entardecer, quando elas repousam nos braços da tua cadeira predileta, uma luz parece vir de dentro delas... Virá dessa chama que pouco a pouco, longamente, vieste alimentando na terrível solidão do mundo, como quem junta uns gravetos e tenta acendê-los contra o vento? Ah! Como os fizeste arder, fulgir, com o milagre das tuas mãos! E é, ainda, a vida que transfigura as tuas mãos nodosas... essa chama de vida - que transcende a própria vida e que os Anjos, um dia, chamarão de alma. Mario Quintana
Quem nunca quis morrer. Não sabe o que é viver Não sabe que viver é abrir uma janela E pássaros pássaros sairão por ela E hipocampos fosforescentes Medusas translúcidas Radiadas Estrelas-do-mar... Ah,Viver é sair de repente Do fundo do mar E voar...e voar...cada vez para mais alto Como depois de se morrer! Mário Quintana
Mário Quintana
Eu queria trazer-te uns versos muito lindos colhidos no mais íntimo de mim...Suas palavras seriam as mais simples do mundo, porém não sei que luz as iluminaria que terias de fechar teus olhos para as ouvir...Sim! Uma luz que viria de dentro delas,como essa que acende inesperadas coresnas lanternas chinesas de papel! Trago-te palavras, apenas... e que estão escritasdo lado de fora do papel... Não sei, eu nunca soube o que dizer-tee este poema vai morrendo, ardente e puro, ao ventoda Poesia...comouma pobre lanterna que incendiou! Mario Quintana
Os poemas são pássaros que chegam não se sabe de onde e pousam no livro que lês.Quando fechas o livro, eles alçam vôo como de um alçapão.Eles não têm pouso nem porto alimentam-se um instante em cada par de mão se partem.E olhas, então, essas tuas mãos vazias,no maravilhado espanto de saberes que o alimento deles já estava em ti... (Mario Quintana)
Eu gosto de fazer poemas De um único verso Até mesmo de uma única palavra Como quando escrevo o teu nome.No meio da página.E fico pensando mais ou menos em ti Porque penso, também, em tantas coisas...Em ninhos, não sei por que, vazios,Em meio a uma estrada deserta;Penso em súbitos cometasanunciadores do novo mundo;E imagine!...Penso em meus primeiros exercícios de álgebra.Eu que tanto, tanto os odiava!Eu que naquele tempo vivia dopando-meEm cores, dores, amores...Ah... prometo àqueles meus professores desiludidosQue na próxima vida serei um grande matemáticoPorque a matemática é o único sentimento sem dor.Prometo, prometo sim...Estou mentindo?!Estou!Na verdade, é tão bom morrer de amor.E continuar vivendo! Mário Quintana