Mario Quintana

"Todos estes que ai estão atravacando meu caminho,eles passarão,eu passarinho"

Sem palavras para por aqui
Tentando me expressar mesmo assim
Eu sei, o papel não sente o que vem de mim
Mas prefiro escrever e calar essa dor ruim

Não sou escritor, nem sei cantar
Mas esses versos me ajudam a acalmar
Dessa dor aqui no peito, não culpo niguém
Machuquei a mim mesmo, pensando em seu bem

Mágoa, tristeza e dor
São coisas normais de um Garoto
Querendo ser Feliz de uma vez
Apesar das burradas que já fez.

Sei que em ti busquei uma atenção,
Daquela que não se pede para um irmão,
Em ti busquei uma alternativa,
Daquela que alivia a nostalgia

Sei que fiz tudo sem pensar,
Só não previa que eu ia me apaixonar
Tem coisas que nem Deus consegue explicar,
Quando o coração bate sem parar

Sei que você é pessoa contagiante
Talvez por isso te vi como um homem deslumbrante
Mas você, não me entende
por eu ser uma alma carente
Pela falta de compreensão
Eu não te dou atenção
Ao mesmo tempo que nessa confusão, eu fujo como um furacão

E você no fim só me causou decepção
por não acreditar no meu coração
Hoje eu não quero quem não acredita em mim
pois eu não quero mais ficar assim...

Descobri que mesmo sendo um homem realista
Você é um individualista e egoísta
Que chegou com passos serenos e eu abri com sorriso para você
Mas você foi, bateu a porta de forma brusca, ela doeu mais uma vez, eu fiquei, me decepcionei, e mais uma vez eu nunca mais te esperei!

Pergunte à noite enluarada
Ao orvalho da madrugada
Ou à luz do amanhecer.

Pergunte à criança inocente
A alegria sempre presente
Se eu gosto ou não de você.

Pergunte ao Sol que brilha
Aos diamantes que ladrilham
Ou à Deus, que tudo faz acontecer.

Pergunte ao meu dom de amar
Interrogue o meu olhar
Se eu gosto ou não de você.

Então verás com clareza
No céu, ou em qualquer outra beleza
Aquilo que tens medo de receber.

E sentirás no coração
O mesmo sabor da paixão
Que eu sinto por você.


Amor,
que vontade louca de ter voce do meu lado , e beijar-te intensamente,
Nunca foi assim, tal força grande que surgiu dentro de mim,
nunca te tive assim tao perto de mim,
nunca senti , o que sinto por ti,
quando te vejo, te sinto, te preciso mais do que um o amor precisa de calor,
em nosso fervor vejo uma luz a nos unir, uma sintonia perfeita ,
que ate deus suspeita, um beijo implacavel que tirou meu folego,
mudou meu ononimo, me deu a mao, me tirou desse mundo ,
me fez sentir tal coisa impressionante que so lusiadas sentiram ,
tudo eu sei que é nada, nada que consiste em formar o tudo que precisamos ter sem medo que se transforme, o emprestimo de viver, o amor a aparecer, omedo a insistir, so sei que o meu nada, é o tudo que eu te espero, é o viver intensamente sem precisar sofre , dar a mao pra vc, e nunca esquecer, que o mundo é um paralelo sintaico que gira á procura de uma so coisa ,
o amor...

Cante a canção do cantor
Pois ela brilhará
Jamais cante a minha dor
Pois você chorará

Leia um livro mais vendido
Pois é ele que te ajudará
Recuse meus livros desiludido
Sem saber aonde chegar

Aplaude aquele escritor
Que pelo mundo viveu
Mais viva aquele amor
Que nosso amor escreveu

Ainda que mal pergunte,
ainda que mal respondas;
ainda que mal te entenda,
ainda que mal repitas;
ainda que mal insista,
ainda que mal desculpes;
ainda que mal me exprima,
ainda que mal me julgues;
ainda que mal me mostre,
ainda que mal me vejas;
ainda que mal te encare,
ainda que mal te furtes;
ainda que mal te siga,
ainda que mal te voltes;
ainda que mal te ame,
ainda que mal o saibas;
ainda que mal te agarre,
ainda que mal te mates;
ainda assim te pergunto
e me queimando em teu seio,
me salvo e me dano: amor.

Teu ar, teu gesto, tua fronte
São belos qual bela paisagem;
O riso brinca em tua imagem
Qual vento fresco no horizonte.

A mágoa que te roça os passos
Sucumbe à tua mocidade,
À tua flama, à claridade
Dos teus ombros e dos teus braços.

As fulgurantes, vivas cores
De tua vestes indiscretas
Lançam no espírito dos poetas
A imagem de um balé de flores.

Tais vestes loucas são o emblema
De teu espírito travesso;
Ó louca por quem enlouqueço,
Te odeio e te amo, eis meu dilema!

Certa vez, num belo jardim,
Ao arrastar minha atonia,
Senti, como cruel ironia,
O sol erguer-se contra mim;

E humilhado pela beleza
Da primavera ébria de cor,
Ali castiguei numa flor
A insolência da Natureza.

Assim eu quisera uma noite,
Quando a hora da volúpia soa,
Às frondes de tua pessoa
Subir, tendo à mão um açoite,

Punir-te a carne embevecida,
Magoar o teu peito perdoado
E abrir em teu flanco assustado
Uma larga e funda ferida,

E, como êxtase supremo,
Por entre esses lábios frementes,
Mais deslumbrantes, mais ridentes,
Infundir-te, irmã, meu veneno!